Mundo: trigo e milho sobem de preço

O Índice de Preços dos Alimentos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura) ficou em média em 136,0 pontos em setembro de 2026 — 1,5% acima de agosto e 5,8% acima de um ano antes. O índice de preços dos cereais subiu 5,1% no mês e 17,2% em um ano, com o trigo e o milho chegando às máximas de vários anos. A FAO publicou os dados em 2 de outubro.
Números principais
- Índice FAO: 136,0 pontos
- Cereais: +5,1% no mês
- Cereais: +17,2% em um ano
- Trigo: +6,3%
- Milho: +5,6%
- Cevada: +3,9%
Trigo
Os preços mundiais do trigo subiram 6,3% em um mês, para o maior nível desde agosto de 2023, embora as cotações diárias tenham recuado no fim de setembro. A alta veio principalmente das restrições logísticas na região do Mar Negro, que levaram os importadores a buscar outras origens. O tempo seco em partes da América do Norte antes do plantio do trigo de inverno também sustentou os preços.
Milho e grãos forrageiros
O milho subiu 5,6%, para o maior nível em mais de três anos: a produtividade nos EUA ficou abaixo do esperado, a oferta exportável do Brasil diminuiu e problemas no comércio na região do Mar Negro reduziram os volumes exportados. A incerteza sobre a navegação pelo Estreito de Ormuz manteve as preocupações com os custos de combustível, fertilizantes e fretes, dando apoio extra aos preços, sobretudo ao milho como matéria-prima de biocombustível. O sorgo subiu 13,7%, a cevada 3,9% e o arroz 1,4%.
Em números
- Índice FAO: 136,0 pontos, alta de 2,0 pontos no mês; 15,1% abaixo do pico de março de 2022.
- Cereais: 122,8 pontos, +5,1% no mês, +17,2% em um ano.
- Óleos vegetais: 198,6 pontos, +0,9% no mês, +18,3% em um ano; o óleo de girassol caiu pelo terceiro mês seguido.
- Açúcar: 114,0 pontos, +6,1% no mês, o maior nível desde abril de 2025.
- Carnes: −1,1% no mês; lácteos: −0,1%.
O que isso significa para os compradores
Para as fazendas do Cazaquistão e da Ucrânia que vendem trigo, milho e cevada, setembro trouxe preços mundiais mais altos: o trigo no maior nível desde agosto de 2023 e o milho no maior em mais de três anos. A FAO observa, porém, que as cotações do trigo recuaram no fim do mês, por isso vale conferir o nível atual de preços antes de fechar negócio. O óleo de girassol vai na direção contrária e cai pelo terceiro mês, com a expectativa de oferta farta da região do Mar Negro. O próximo índice da FAO sai em 6 de novembro.
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Fonte: FAO — Índice de Preços dos Alimentos · post no Telegram
